blog n f souza
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Data:___________________________________Professora:______________________
Sondagem de português
Vamos cantar a musica o sapo não lava o pé. Agora escreva-a no espaço abaixa:
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Leia o texto abaixo:
2 - Observe esta mensagem:
Ela é:
( ) um bilhete ( )uma carta ( )um a núncio.
Quem mandou foi:
( )Lucas ou ( ) Milena.
3- Marque um (x) no desenho que tem 3 silabas.
( ) ( ) ( )
4 - marque a ultima sílaba do nome do desenho abaixo:
( ) ru ( )tar ( )ga ( )ta
5- Marque um ( x )onde o nome dos desenhos terminam com a mesma silaba.
( )
( )
( )
6- Vejam a cantiga abaixo, há algo esquisito nela, vamos
Osaponãolavaopé
Nãolavaporquenãoquer
Elemoralánalagoa
Nãolavaopé
Porquenãoquer
Másquechulé.
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Caros colegas prestem atenção,
que agora vou falar,
do memorial de formação, que é um modo de narrar.
Nossa história por escrito e lembranças resgatar.
O memorial de formação,
é um gênero que vem ocupando o seu lugar,
bem usado pelos professores ,
que valoriza o registrar .
A narrativa é um excelente vinculo
para tornar publica as nossas histórias contadas,
isso porque memórias de professores é pouco valorizada.
Até bem pouco tempo, os relatos de experiências,
as histórias e reflexão dos educadores,
não eram feito de seu próprio punho,
e sim por autos autores.
Que para entender o que é memorial
tornaram-se pesquisadores.
Alguns educadores sentem dificuldade de como começar,
nesse caso ter um tema pré-determinado pode facilitar,
cada um terá de encontrar a melhor forma de dizer,
o que considera importante e deve escrever.
Pode ser um desafio, mas vale a pena tentar,
pois, no nosso curso de formação continuada,
fica potencializada a proposta de narrar.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
RELATO DO PROJETO TIC
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
ENSINO FUNDAMENTAL /SÉRIES INICIAIS
PROFESSORA: MARISTELA MIDLEJ
CURSISTA: NUBIANEI OLIVEIRA
O nosso trabalho foi baseado em um projeto de leitura, denominado Odisséia na Escola, foi desenvolvido com alunos do 1º e 5º ano do ensino fundamental I. O objetivo foi aproximar os alunos da vivencia com os livros, despertando neles o hábito de leitura, mostrar que os clássicos da literatura universal podem ser tão divertidos como os heróis da televisão e do cinema, possibilitando a inserção social e digital. E assim, contribuindo para a formação de leitores ativos, que interagem com as novas tecnologias, com o texto e consigam dialogar, vislumbrar o mundo grego e se identificar com as personagens.
Trabalhei em minha turma do 1°ano, com rodas de leituras onde todos discutiam sobre os clássicos lidos, em outros momentos fomos para o infocentro realizar leituras digitais, onde os alunos puderam conhecer a Gerecia e os personagens do livro Odisséia.
Após a leitura em outro momento utilizaram um dos programas, o poer point e criaram desenhos representando os personagens do livro lido. Também participaram como ouvintes nas rodas de leituras realizadas com os alunos do 5º ano.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
ENSINO FUNDAMENTAL /SÉRIES INICIAIS
PROFESSORA: MARISTELA MIDLEJ
CURSISTA: NUBIANEI OLIVEIRA
AS TECNOLOGIA E A NOSSA CONTEMPORANEIDADE
Na nossa sociedade contemporânea tem ocorrido algumas mudanças, os modelos tradicionais de escola para o nosso tempo demandam outros modos de pensar e fazer educação. O conhecimento e a informação estão cada vez mais ao alcance dos nossos alunos dentro e fora do espaço escolar. Assim, a escola passa a ser um espaço fundamental para a disseminação das tecnologias da informação e da comunicação, esse contexto, obriga os professores a desenvolver outros modos de pensar e de aprender, a partir dos novos suportes comunicacionais tecnológicos que possibilitam o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos.
São vários os recursos tecnológicos que podem facilitar o processo de aprendizagem, no entanto vale ressaltar que as novas tecnologias, internet, retroprojetor, TV,câmeras fotográficas entre outros que já fazem parte do cotidiano escolar só terá uma função significativa se o professor entender e saber como usar esses novos equipamentos tecnológicos saber como acontece o espaça/tempo no cotidiano escolar , como alunos e professores interagem e elaboram conhecimento utilizando a tecnologia como instrumento de mediação.
Dessa forma é preciso pensar na formação do professor que não se dá apenas durante o seu percurso nos cursos de formação mas,durante todo o seu caminho profissional, dentro e fora da sala de aula. É necessário deixar claro no projeto político pedagógico da escola, como está organizado o trabalho com as novas tecnologia para que
possamos construir, na prática e pela prática, um novo referencial pedagógico capaz de
redimensionar o cotidiano escolar, ressignificando linguagens, espaços e tempos no ensinar
e no aprender.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
UMA REFLEXÃO ANTROPOLÓGICA, CRASH-NO LIMITE

O filme Crash-no limite entrelaça histórias repletas de frustrações. Pessoas completamente diferentes compartilhando o mesmo espaço entrando em conflitos e sendo obrigadas a compreenderem-se. Demonstra a realidade preconceituosa e a descriminação não só de uma cultura , mais de todos o tipos de culturas cada uma com suas particularidades seus receios ou seja seus preconceitos em relação aos outros. Um filme em que podemos perceber o conceito de identidade, alteridade e etnocentrismo. Sua historia nos leva a refletir que o etnocentrismo, significa que todas as ações das outras culturas são erradas porque são diferentes da nossa, é como se interpretássemos determinada cultura do nosso ponto de vista – o que seria errado, confirmando que nunca se devem julgar as pessoas pelas atitudes negativas ou positivas de um momento. “Crash” demonstra uma verdadeira realidade, o preconceito e a discriminação não é uma prerrogativa dos brancos burgueses, mas de todos nós, independentes de raça e classe social. Deixando claro que enquanto ser humano precisamos um do outro, independente do grupo social etnia e religião, precisamos compreender que cada cultura tem sua particularidade,que somos seres humanos dependentes de outras culturas.
domingo, 17 de outubro de 2010
clarice lispector
Em uma tribo africana de pigmeus o francês Marcel Petre,um caçador e explorador encontra a menor mulher do mundo . Medindo quarenta e cinco centímetros, madura, negra, calada. "Escura como um macaco", informaria ele à imprensa, e que vivia no topo de uma árvore com seu concubino.
O francês tira lhe uma foto a qual ela aparece em jornal de tudo planeta em tamanho natural , despertando nas famílias o desejo de possuir e proteger aquele pigmeu de sexo feminino , ser humano em miniatura obedecendo talvez à necessidade que às vezes a natureza tem de exceder a si própria .
Sentindo necessidade imediata de ordem, e dar nome ao que existe, apelidou-a de Pequena Flor. E, para conseguir classificá-la entre as realidades reconhecíveis, logo passou a colher dados a seu respeito.
Sua raça de gente está aos poucos sendo exterminada. Os Likoualas está nos selvagens Bantos, ameaça que os rodeia em ar silencioso como em madrugada de batalha. Os Bantos os caçam em redes, como fazem com os macacos. E os comem. A racinha de gente, sempre a recuar e a recuar, terminou aquarteirando-se no coração da África, onde o explorador afortunado a descobriria.
Por defesa estratégica, moram nas árvores mais altas. De onde as mulheres descem para cozinhar milho, moer mandioca e colher verduras; os homens, para caçar. Quando um filho nasce, a liberdade lhe é dada quase que imediatamente.
Os Likoualas usam poucos nomes, chamam as coisas por gestos e sons animais. Como avanço espiritual, têm um tambor. Enquanto dançam ao som do tambor, um machado pequeno fica de guarda contra os Bantos, que virão não se sabe de onde. Foi, pois, assim que o explorador descobriu, toda em pé e a seus pés, a coisa humana menor que existe. Seu coração bateu porque esmeralda nenhuma é tão rara. Ali estava uma mulher que a gulodice do mais fino sonho jamais pudera imaginar. Foi então que o explorador disse, timidamente e com uma delicadeza de sentimentos de que sua esposa jamais o julgaria capaz:— Você é Pequena Flor. Nesse instante Pequena Flor coçou-se onde uma pessoa não se coça. O explorador — como se estivesse recebendo o mais alto prêmio de castidade a que um homem, sempre tão idealista, ousa aspirar .A fotografia de Pequena Flor foi publicada no suplemento colorido dos jornais de domingo, onde coube em tamanho natural. O nariz chato, a cara preta, os olhos fundos, os pés espalmados. Parecia um cachorro. Nesse domingo, num apartamento, uma mulher, ao olhar no jornal aberto o retrato de Pequena Flor, não quis olhar uma segunda vez "porque me dá aflição".Em outro apartamento uma senhora teve tal perversa ternura pela pequenez da mulher africana que — sendo tão melhor prevenir que remediar — jamais se deveria deixar Pequena Flor sozinha com a ternura da senhora. Em outra casa uma menina de cinco anos de idade, vendo o retrato e ouvindo os comentários, ficou espantada. Naquela casa de adultos, essa menina fora até agora o menor dos seres humanos. E se isso era fonte das melhores carícias, era também fonte deste primeiro medo do amor tirano. A existência de Pequena Flor levou a menina a sentir — com uma vaguidão que só anos e anos depois, por motivos bem diferentes, havia de se concretizar em pensamento — levou-a a sentir, numa primeira sabedoria, que "a desgraça não tem limites".Em outra casa, na sagração da primavera, a moça noiva teve um êxtase de piedade:— Mamãe, olhe o retratinho dela, coitadinha! Olhe só como ela é tristinha!— Mas — disse a mãe, dura e derrotada e orgulhosa — mas é tristeza de bicho, não é tristeza humana
Em outra casa, junto a uma parede, deram-se ao trabalho alvoroçado de calcular com fita métrica os quarenta e cinco centímetros de Pequena Flor. E foi aí mesmo que, em delícia, se espantaram: ela era ainda menor que o mais agudo da imaginação inventaria. No coração de cada membro da família nasceu, nostálgico, o desejo de ter para si aquela coisa miúda e indomável, aquela coisa salva de ser comida, aquela fonte permanente de caridade. A alma ávida da família queria devotar-se. E, mesmo, quem já não desejou possuir um ser humano só para si? O que, é verdade, nem sempre seria cômodo, há horas em que não se quer ter sentimentos:— Aposto que se ela morasse aqui terminava em briga — disse o pai sentado na poltrona, virando definitivamente a página do jornal. Enquanto isso na África, a própria coisa rara tinha no coração — quem sabe se negro também, pois numa Natureza que errou uma vez já não se pode mais confiar — enquanto isso a própria coisa rara tinha no coração algo mais raro ainda, assim como o segredo do próprio segredo: um filho mínimo. Metodicamente o explorador examinou com o olhar a barriguinha do menor ser humano maduro. Foi neste instante que o explorador, pela primeira vez desde que a conhecera, em vez de sentir curiosidade ou exaltação ou vitória ou espírito científico, o explorador sentiu mal-estar. É que a menor mulher do mundo estava rindo. Pequena Flor estava gozando a vida. A própria coisa rara estava tendo a inefável sensação de ainda não ter sido comida. Não ter sido comida era que, em outras horas, lhe dava o ágil impulso de pular de galho em galho. Mas, neste momento de tranquilidade, entre as espessas folhas do Congo Central, ela não estava aplicando esse impulso numa ação — e o impulso se concentrara todo na própria pequenez da própria coisa rara. E então ela estava rindo. Era um riso como somente quem não fala, ri. Esse riso, o explorador constrangido não conseguiu classificar. E ela continuou fruindo o próprio riso macio, ela que não estava sendo devorada. Não ser devorado é o sentimento mais perfeito. Não ser devorado é o objetivo secreto de toda uma vida. Enquanto ela não estava sendo comida, seu riso bestial era tão delicado como é delicada a alegria. O explorador estava atrapalhado. Em segundo lugar, se a própria coisa rara estava rindo, era porque, dentro dessa sua pequenez, grande escuridão pudera-se em movimento. É que a própria coisa rara sentia o peito morno do que se pode chamar de Amor. Ela amava aquele explorador amarelo. Se soubesse falar e dissesse que o amava, ele inflaria de vaidade Mas na umidade da floresta não há desses refinamentos cruéis, e amor é não ser comido, amor é achar bonita uma bota, amor é gostar da cor rara de um homem que não é negro, amor é rir de amor a um anel que brilha. Pequena Flor piscava de amor, e riu quente, pequena, grávida, quente. O explorador tentou sorrir-lhe de volta, sem saber exatamente a que abismo seu sorriso respondia, e então perturbou-se como só homem de tamanho grande se perturba. Disfarçou ajeitando melhor o chapéu de explorador, corou pudico. Tornou-se uma cor linda, a sua, de um rosa-esverdeado, como a de um limão de madrugada. Ele devia ser azedo.Foi provavelmente ao ajeitar o capacete simbólico que o explorador se chamou à ordem, recuperou com severidade a disciplina de trabalho, e recomeçou a anotar. Aprendera a entender algumas das poucas palavras articuladas da tribo, e a interpretar os sinais. Já conseguia fazer perguntas.Pequena Flor respondeu-lhe que "sim". Que era muito bom ter uma árvore para morar, sua, sua mesmo. Pois — e isso ela não disse, mas seus olhos se tornaram tão escuros que o disseram — pois é bom possuir, é bom possuir, é bom possuir. O explorador pestanejou várias vezes.Marcel Petre teve vários momentos difíceis consigo mesmo. Mas pelo menos ocupou-se em tomar notas e notas. Quem não tomou notas é que teve que se arranjar como pôde:Pois olhe — declarou de repente uma velha fechando o jornal com decisão — pois olhe, eu só lhe digo uma coisa: Deus sabe o que faz..
